domingo, 15 de janeiro de 2012

Por que torcer por Michael Schumacher?

A primeira participação nesse especial será da Larissa Oliveira, fã de Michael Schumacher e dona do blog Michael Schumacher. Certo dia, estava navegando por aí, buscando blogs sobre os pilotos da F1, quando me deparei com o blog da Larissa e o achei muito interessante. Primeiro, porque foi um dos poucos fanblogs que encontrei sobre Schumacher. Segundo, devido à sua dedicação aos posts, sempre cheios de palavras carinhosas em relação ao piloto. Assim, quando tive a ideia para esse especial e buscava alguém para escrever sobre Schumacher, vi que ela era a opção ideal e, certamente, seu texto não me decepcionou. Fiquem agora com o seu texto:

"Fica complicado explicar os motivos de torcer por Schumacher sem ter que voltar um pouco ao passado. Não retornarei muito na máquina do tempo, apenas para 2006, num momento que resume bem quem é esse piloto alemão muitas vezes tão incompreendido pela mídia e pelo público.

Suzuka, 2006 – o motor da Ferrari explode; o oitavo título agora parece impossível – Schumacher desce do carro e a câmera capta a emoção daquele instante, obviamente ele está triste, porém dá para notar certa resignação. Talvez outros pilotos começassem a chorar, a espernear, quisessem ficar um pouco sozinhos naquele momento. Mas não Schumacher, ele está determinado a voltar aos boxes.

E quando ele entra nos boxes da Ferrari, parece que tudo muda. O cara acabou de perder sua maior chance de conquistar outro título, porém é ele quem consola os mecânicos, abraça-os e aperta a mão de cada um. E para Schumacher, TODOS na equipe são iguais: engenheiros, mecânicos, os técnicos de pneu e até a mocinha que serve o café. Ele conhece cada um deles e sabe até quantos filhos cada um tem. E Michael sempre foi assim, não somente na Ferrari, mas desde o momento que ingressou no mundo louco da Fórmula 1.

Dentro da garagem, longe dos holofotes, ele é um cara aberto e acessível, nunca um cara frio. Ele tem interesse em tudo que está sendo discutido na sua equipe seja sobre família, sobre o carro, sobre férias ou qualquer outro assunto. Ele pode ficar até mais tarde no circuito com um prato de macarrão na mão conversando com os mecânicos e discutindo estratégia com os engenheiros. Michael é sinônimo de comprometimento na F1.

Contraditoriamente, ele sempre se viu como um cara pessimista. Apesar disso, ainda consegue motivar a todos que estão o seu redor. Essa vontade de correr, mesmo após os 40 anos e ainda mantendo um nível de treinamento físico impressionante até para os mais jovens pilotos, é uma verdadeira inspiração.

Bem, até agora eu só descrevi o Schumacher fora das pistas. Pois após o seu retorno a F1, seria injusto comparar o piloto que vemos agora ao alto padrão de pilotagem que ele estabeleceu antes de deixar as pistas de corrida pela 1ª vez em 2006. Eu acho que ainda há uma fumaça negra em torno do que ele ainda é capaz de fazer, porém pode-se notar certos lampejos de sua velha agressividade, sua habilidade na pista molhada e seu velho lema de ‘desistir jamais’.

Sei que muitos vêem nele apenas o piloto sujo que quer vencer a qualquer custo. Eu entendo isso, porém é uma descrição bem rasa para algo tão mais complexo; Michael é um pacote completo. Então ao verem-no na pista mais uma vez, enxerguem uma pessoa que valoriza a F1 como um esporte sobre seres humanos e não somente máquinas furiosas."

Nós que torcemos para pilotos estrangeiros sabemos que esse ato faz com que soframos muito preconceito, imagino para a Larissa que torce para um piloto que aqui no Brasil foi "pintado" para a imensa maioria dos fãs de automobilismo como vilão. Eu mesma há muitos e muitos anos via Schumacher como o "Dick Vigarista", por influência forte da mídia. Houve sim uma ou duas ocasiões que não concordei com suas atitudes, mas nem de longe isso tira o brilho que ele tem como piloto, na minha concepção. Até porque, ninguém mais nesses vários anos de Fórmula 1 conseguiu mais campeonatos que Michael Schumacher - e acho muito difícil que o consigam.

Enfim, quero agradecer muito à sua colaboração para esse especial, Larissa. Sempre que quiser falar sobre Schumacher ou qualquer outro assunto automobilístico, as portas estarão abertas para você. Parabéns pelo texto!

1 comentários:

Anônimo disse...

Senna tem uma vasta lista de confusões na F1, criticar Schumacher é pura hipocrisía:

Senna saiu no tapa com De Angelis em 85.

SENNA TRAPAÇA EM MONACO 85
http://www.youtube.com/watch?v=FStK3JlFa8w&context=C3f5387cADOEgsToPDskIXxu1p7hIayS6JlER99KQH

SENNA JOGA SUJO E LEVA TROCO DE KEKE ROSBERG – GP EUR 85.
http://www.youtube.com/watch?v=a5g27PZt8gI&feature=youtu.be

Vetou Warwick na Lotus 86, isso não é falta de ética?

Jogou sujo com Mansell em duas corridas em 85/86, na terceira em 87, saiu no tapa com Mansell.

SENNA TRAPAÇA, 2º LUGAR COM FREIOS IRREGULARES, DESCLASSIFICADO!!!.mpg
http://www.youtube.com/watch?v=fzdrpcPE-Tc&feature=youtu.be

Bom lembrar que, entre 85 e 87 Senna foi duramente criticado por vários pilotos por manobras sujas na pista.

No final do anos 80, quase fez R.Leme perder o emprego na Globo.

Certa vez deu soco na cara de um Jornalista.

Senna joga carro de forma suja em cima de Prost lado a lado GP POR 88
http://www.youtube.com/watch?v=btCNZ8dfRgA&feature=youtu.be

Jogou sujo com Prost quebrando acordo em IMO 89.

Jogou sujo com Prost no JPN 90.

Arrumou confusão com os cartolas da FIA 89.

Em 92 foi arrrumar confusão com Schumacher em um treino.

Deu soco na cara de Irvine que era novato em 93.

Bizarro, agrediu mecânico da Mclaren dentro do boxe.

Negou autógrafo ao Felipe Massa quando esse era menino.

Certa vez, Senna foi deseducado com uma tradutora em uma entrevista.

Voltou a fazer o mesmo com a jornalista Alessandra Alves, ela conta o ocorrido no link abaixo:

http://alessandraalves.blogspot.com/2008/02/regi-o-rebelde.html

GP do Brasil de 90, Senna foi convidado para uma homenagem, mas quando soube que não era pra ele, em uma atitude egoísta se recusou a comparecer ao local. Era GP do Brasil, perto de sua gente, que papelão...

Senna em outra ocasião com Galvão aprontou no trânsito no México, os dois ficaram "brincando" de um jogar o carro em cima do outro. Quem não gostou nada foi a empresa que cedeu os carros, os mesmos estavam todos amassados. Senna teve que fazer um cheque na hora para resolver o caso.

De "santinho" Senna não tinha nada...