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| O resumo do campeonato (fonte: Crazy Circus) |
P10 - O desastre coreano
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| Terminando a pintura. (fonte: Lance) |
P9 -A batida entre Webber e Vettel
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| Companheirismo Ameaçado (fonte: R7) |
P8 - A segunda categoria da F1
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| Comissária Branson (fonte: Motorsport) |
P7 - O péssimo ano dos brazucas
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| Os pilotos tiraram férias esse ano (fonte: lufrancesa.com) |
2010 não foi o ano para o Brasil. Tirando Rubens Barrichello que fez milagres com a Williams surpreendendo muitos que não apostavam no piloto, depois de todos os vices e piadinhas sobre Schumacher durante sua carreira, Massa, Di Grassi e Senna tiveram péssimos resultados. Massa passou por 2010 como um fantasma, não obtendo resultados esperados e ainda perdendo prestígio com seus torcedores ao ceder ao pedido (para não dizer ordem) da Ferrari no GP da Alemanha. Polêmicas a parte, a sensação que a maioria teve foi como se Felipe estivesse dormindo durante o ano e, de fato, esquecido de acordar para correr atrás do prejuízo. Já Di Grassi e Senna pecaram por terem assinado com equipes extremamente fracas. Muitas vezes, monstraram garra durante o campeonato, buscaram melhorias nos carros, mas elas não chegaram a tempo. Di Grassi foi substituído por Jérôme D'Ambrosio na Virgin, Bruno Senna ainda não tem lugar definido em 2011.
P6 - A surra de Rosberg em Schumacher
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| Schumacher não assusta mais? (fonte: The Sydney Morning Herald) |
O retorno de Schumacher à Fórmula 1 trouxe uma grande divisão de opiniões dentre os fãs do esporte: houve o grupo superconfiante que acreditava que o heptacampeão voltaria com força total, ganhando corridas, até mesmo, com chances de ganhar o título. Houve também o grupo mais pessimista, que apostava em uma volta menos glamourosa do alemão, com dificuldades de adaptação devido ao tempo no qual ficou longe da categoria. A verdade é que foi um ano muito difícil para Schumacher, principalmente pelo fato de ter levado surra atrás de surra do seu companheiro de equipe Nico Rosberg. Mesmo quando a equipe lhe deu acessórios que em tese, ajudariam a melhorar seu desempenho na pista, Nico sem essas mesmas melhorias continuou vendo o companheiro alemão pelo retrovisor. Schumacher já deu milhão e meio de justificativas e promete voltar mais competitivo em 2011, buscando ter uma Mercedes mais competitiva em 2011. É claro que não cabe a ninguém contestar o resultado de alguém que ganhou mais campeonatos que qualquer outro piloto na categoria e que certamente não precisa provar a sua qualidade. Mas fica a dúvida: como será o 2011 da Mercedes? Tendo de um lado um jovem piloto talentosíssimo que deseja e indiscutivelmente merece
muitas conquistas e do outro um veterano que, apesar de afirmar que voltou somente para divertir, não connsegue ficar muito tempo sem ganhar?
P5 - Pequenos brilhantes
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| Heikki, Trulli e a Nova Lotus - destaque entre as pequenas (fonte: blogdogroo) |
As crianças são o futuro da nação. Assim como da Fórmula 1. E em 2010, os jovens pilotos brilharam mais uma vez, mostrando suas habilidades e provando que caso continuem evoluindo, o destino da categoria estará recheada de muito talento. Para começar, tivemos o campeão mais jovem da história, Sebastian Vettel. O alemão de 23 anos, desde os primeiros passos na F1, já demonstrava que não demoraria muito tempo para que um título mundial viesse para suas posses. Nico Hülkenberg teve um ano de altos e baixos, mas o que marcou foi a sua absolutamente inesperada pole position em Interlagos. Talvez ele próprio não esperasse começar o GP do Brasil na frente, tal foi a sua cara de surpresa ao sair do carro. Kamui Kobayashi mais uma vez, é destaque na temporada. Talvez o apelido MITO que recebeu no twitter seja suficiente para resumir a sua participação em uma equipe sem recursos, que não prometia muita coisa para 2010 mas que conseguiu conquistar seus pontinhos graças ao japonês "fazedor" de sushi. Que a Sauber cresça ou que uma equipe maior contrate o mito Kobayahi em um futuro próximo. Nos testes após o fim da temporada, na busca de novos talentos, pilotos como Daniel Ricciardo fez excelentes tempos com a Red Bull, assim como Jérôme D'Ambrosio que foi contratado pela Virgin. O futuro promete.
P4 - Rubinho X Schumacher
P3 - Campeonato equilibrado
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| Os concorrentes ao título (fonte: Racetv.com) |
Nos últimos anos, os campeonatos vêm, aos poucos, tendo seu perfil modificado. Se formos comparar circuitos e competitividade, diria que eles tomam rumos absolutamente inversos. Enquanto em 2010 continuamos testemunhando corridas em locais sem a menor tradição, que chegam a deixar o espectador sonolento e desmotivado a assistir as corridas, também vemos, por outro lado, as equipes se empenhando cada vez mais em construir carros mais competitivos, com inovações tecnológicas que permitiram até as últimas corridas, haver pelo menos 5 pilotos lutando pelo título. Quantas asas, ductos e pacotes aerodinâmicos foram testados e utilizados esse ano? Claro que a tecnologia não é somente a pedra fundamental de tamanho equilíbrio. Finalmente, os pilotos estão aos poucos, se nivelando. Um pool de talentos disputou o campeonato de 2010. A regularidade de Button e Vettel, o arrojo de Alonso, a garra de Hamilton e Webber. Até mesmo as equipes menores ou com recursos menores souberam - de maneira muito inteligente, até - unir pilotos mais antigos, com grande experiência aos mais jovens, sem medo de arriscar. Os
maiores exemplos são Trulli e Kovalainen, que fizeram da Lotus a melhor dentre as novatas e a Williams, que apesar de tradicional e com um passado vitorioso, ultimamente não vinha atingindo grandes resultados e acabou apostando em Barrichello e Hülkenberg para a temporada. Ambos os casos foram boas escolhas que podem certamente culminar no futuro em mais equipes entrando para o clube das possíveis vitoriosas, junto a Ferrari, McLaren e Red Bull (que há algum tempo, também era uma pequena notável).
P2 - Fernando is faster than you
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| O mico do ano (fonte: Kibeloco) |
Finalmente! A última vez que terei que escrever sobre essa situação horrorosa. Já gastei meu português aqui várias vezes comentando esse assunto e não vou me estender novamente. Na corrida que acontecia após um ano do acidente que poderia, potencialmente, tê-lo matado, Felipe Massa recebe uma mensagem que diz: "Fernando está mais rápido que você". Poucos minutos após, Alonso o ultrapassa sem dificuldades, já que
o brasileiro visivelmente anda mais devagar. O caso é comentado no mundo inteiro como jogo de equipe, é levado a julgamento - que não dá em nada, como quase tudo que é julgado sobre Fórmula 1 - e todos continuam como se nada tivesse acontecido. Massa continua sua temporada pífia, Alonso chega a última corrida como candidato ao título e o perde em Abu Dhabi para Sebastian Vettel, após ter ficado preso atrás de Vitaly Petrov da Renault. Li, dia desses, um texto do blogueiro Ale Rocha no qual ele comparava reality shows à novelas, nos quais as pessoas acabavam definindo os participantes como mocinhos e vilões, bons e maus e, baseados nisso, acabavam premiando com a vitória os bonzinhos. Agora, escrevendo essa retrospectiva, me lembrei desse texto e do que foi falado em jornais, programas de TV e rádio, sites e blogs (inclusive este) onde diziam que o bem venceu o mal na temporada de 2010. Penso que, a partir do momento que passamos a separar esportistas por bonzinhos e malvados, alguma coisa deve estar muito errada.
Pole Position - O choro de Vettel
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| Temos um campeão chorão! (fonte: Grande Prêmio) |
Quem não se emocionou com o choro de Vettel ao conquistar o campeonato, que atire a primeira pedra! (Menos os fãs do Alonso e do Webber, por gentileza, viu?) Eu que sou fria como o gelo - motivo pelo qual alguns me chamam de Icegirl - fiquei derretida com aquele chorinho, aquela comemoração e a cara de bobo do alemão no pódio! Deu gosto ver alguém que batalhou pelo campeonato, mesmo que fazendo algumas besteiras durante o trajeto, celebrar daquela forma, expressando do seu próprio jeito todo a dedicação e suor que foi colocado desde o princípio até aquele dia. A pouca idade de Vettel o levou a ter atos extremamente imaturos durante a sua carreira, mas devido às circunstâncias que ocorreram durante o campeonato, foi um prêmio justo. Não podemos também desmerecer a reação impressionante de Alonso na segunda metade do campeonato que sem dúvidas, foi um dos fatores que o levou a disputar o título até o final. Também não nos esqueçamos da garra de Webber durante o campeonato, por ser um piloto mais velho e, principalmente, por ter corrido nas últimas provas com um osso fraturado. O campeonato não teve um dono, uma estrela, mas sim uma constelação que nos brindou com uma competição nunca antes vista.
Espero que tenham gostado! E que venha 2011!











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