terça-feira, 21 de setembro de 2010

Justiça cega, justiça burra

E o caso Ferrari chegou ao fim. A justiça (ou devo dizer "justiça"?) inocentou a Scuderia e no fim, a meu ver, deu um atestado de idiotice maior para a FIA e pra todos nós. Eu já me posicionei em relação a esse assunto na época do ocorrido e reafirmo, sou contra o jogo de equipe durante o campeonato, é absurdo favorecer um piloto descaradamente na frente de todos e não ser punido. Mas, por outro lado, defendo esse mesmo jogo, desde que seja para ajudar o time ou na última corrida para dar a vitória a um de seus pilotos, como o ocorrido com o Kimi em 2007. Tá, pode ser um ponto de vista incoerente da minha parte, mas é o que eu penso. O julgamento foi uma palhaçada, mais um ato inútil desse teatrinho da F1 moderna, onde após o resultado, começaram a aparecer até mesmo fotos colocando a FIA como nova patrocinadora da Ferrari, tamanha cara de pau.

Muita gente comentou que "Se o Vatanen tivesse sido eleito, as coisas não seriam assim." Mas eu pergunto, será mesmo? Porque mesmo que ele não tenha sido um insider da Ferrari da forma que Jean Todt foi, do jeito que as coisas são feitas e manipuladas atualmente, duvido que ele seria capaz de ter mudado alguma coisa nessa situação. O maior problema da F1 se chama regulamento. A cada ano, realizam várias reuniões, decidem mil coisas e tudo continua a mesma presepada.

Era bom na época que não tinha regras, a lei era correr e seja o que Deus quiser, tentar ser campeão e pronto. Nos dias de hoje, sinceramente, tem alguns momentos que sinto vergonha alheia dessa categoria.

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